Defendida necessidade da resolução de conflitos pacificamente na sociedade
Os participantes do seminário sobre Alternativa à Violência, que terminou
aos 5 de Maio, estabelecimento Prisional de São Paulo, em Luanda, advogaram o empenho da sociedade
Angolana na resolução pacífica dos conflitos para garantir a segurança, democracia, justiça e paz no
país.
No acto de encerramento, o facilitador Josué Chilundulo realçou a importância da gestão de
conflitos, isto é, transformar um conflito do sentido negativo para o positivo, sendo humilde,
respeitando a opinião dos outros para o beneficio de ambas as partes.
Josué Chilundulo lamentou o facto de o país ter vivido uma fase de muita violência, fruto das
excessivas emoções e a falta de intolerância que levou a cometer erros crassos.
"Devemos refletir de ponto de vista positivo, pensar antes de agir, só desta forma é que
fortificaremos a nossa união, de modo a contribuir para a reconstrução de Angola", disse.
A actividade ficou marcada pela divergência de opiniões relativamente à resolução de conflitos
pacificamente, na qual os participantes trocaram ideias e partilharam os seus problemas íntimos.
Para o recluso Carlos Silva, a resolução de conflitos no lar, trabalho, instituições prisionais e
na comunidade só é possível através do dialogo.
"A violência gera violência, mas com amor, paz e harmonia podemos criar um ambiente livre para
todos", sustentou.
De acordo com a reeducadora Celmira Coração, o poder transformativo deve ser posto em prática
todos os dias. A pessoa deve achar o momento oportuno para abordar certas questões e respeitar o
ponto de vista dos outros para que se evita o conflito.
Celmira Coração apelou as pessoas a pautarem mais pelo amor ao próximo e aos responsáveis de
prisões, bem como os reclusos a respeitarem-se.
O oficial de controlo penal Paulo Barroso afirmou que o dialogo é a chave para a solução dos
problemas.
Paulo Barroso adiantou que os reclusos e os responsáveis das prisões devem aproximar-se cada
vez mais, de maneira a ultrapassar alguns problemas criado pelo preconceito e desconfiança em
ambas as partes e passar a mesma mensagem para os seus colegas, porque são todos seres humanos
e devem viver em paz.
Durante o curso de formação, que teve início quarta feira, foram abordados temas como: "O que
é a violência", "Um conflito que resolveu sem o uso de violência", "Cooperação e edificação
comunitária" e "Transformação de conflito e gestão".
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