Defendida participação da sociedade no processo de desarmamento
A participação da sociedade civil no processo de desarmamento foi defendida aos 22 de Julho, em
Luanda, pelo presidente da ONG Angola2000, Matias Capapelo, que com a ideia pretende assegurar a
tranquilidade da população no país.
O responsável fez esta afirmação durante um workshop promovido pela Angola2000 sob o lema "Educação
Eleitoral, Formação e Monitorização".
Segundo Matias Capapelo a prevenção, gestão e erradicação dos factores que possam pôr em causa o
bem-estar comum e a segurança do Estado é fundamental para normalização da vida social, económica
e política de Angola.
O responsável disse que é necessário fortalecer as campanhas de educação e consciencialização sobre
a proporção e o perigo das armas de fogo, efectuar estudos de pesquisa e levantamentos de forma a
poder ter um entendimento do nível do problema apresentado pelas armas de fogo ligeiras e de pequeno
porte.
De acordo com ele, o Programa de Modernização e Desenvolvimento (PMD) da polícia nacional é um
passo positivo nesta grande missão de garantir a paz e eleições segura no país.
"O desarmamento mental e físico da nossa sociedade é urgente, e isto tem de ser feito com iniciativas
concretas por parte do governo e da sociedade em geral", frisou.
"O desarmamento envolve não só a remoção dos instrumentos de violência da sociedade, mas também a
remoção em, primeiro lugar, da capacidade do índivíduo de pensar que é capaz de empreender actos
violentos", asseverou.
Matias Capapelo pelou à comunidade civil a engajar-se na construção de uma sociedade segura ajudando
o Governo a controlar e reduzir a disponibilidade e demanda de armas, através da entrega voluntária,
recolha e destruição de armas.
Participaram no acto representantes de governos, da sociedade civil, de organizações internacionais.
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