Defendido controlo de armas para garantia da paz no país
- acesso fácil de porte de armas de fogo por cidadãos civis e fora do controlo das autoridades
competentes pode servir de fonte de desestabilização e põe em causa a paz alcançada no país, disse
aos 12 de Maio, em Luanda, o presidente da Ong Angola200, Matias Capapelo.
- responsável fez esta afirmação durante um workshop promovido pela Ong
Angola2000 e a Development Workshop, sob o lema "O Impacto Humano da
Proliferação e Mau Uso das Armas na sociedade Angolana".
Segundo o palestrante, a prevenção, gestão e erradicação dos factores que possam pôr em causa o
bem estar comum e a segurança do estado é fundamental para normalização da vida social, económica
e política de Angola.
"A arma encoraja e perpectua a cultura de violência, destrói os mecanismos
tradicionais de resolução de conflitos, enfraquece a segurança do estado e desenvolve a falsa
percepção de que a arma é para defesa pessoal", referiu.
Para Matias Capapelo, o desarmamento da população civil em Angola é um assunto urgente para
garantir a paz, segurança, democracia e atrair mais investimentos para o desenvolvimento de
Angola.
Matias Capapelo apelou à comunidade civil a engajar-se na construção de uma sociedade segura
ajudando o governo a controlar e reduzir a disponibilidade e demanda de armas, através da entrega
voluntária, recolha e destruição de armas.
Participaram no acto representantes de governos, da sociedade civil, de organizações internacionais
e Agências das Nações Unidas.
Dados das Nações Unidas indicam que as armas ligeiras fazem mais de 1,400 vítimas por dia, mais de
500 mil por ano e 70 por cento delas são mulheres e crianças.
Estima-se que 630 milhões de armas ligeiras estejam em circulação e que o seu impacto humano é
desastroso afetando os aspectos fundamentais da vivência humana, como direitos humanos, gênero,
crime violento, cultura de violência e desenvolvimento.
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